
Para muitos é o fim, para nós, apenas o começo.
Alguns levantam às 4h e caminham quilômetros até os terrenos abandonados, utilizados por moradores e empresas para descartar todo o tipo de material considerado como lixo. São pedaços e restos de geladeiras, fogões, panelas, eletrodomésticos, peças de automóvel, móveis velhos, restos de construções e todo tipo de objetos que não tenham mais utilidade. Este é um oásis para qualquer sucateiro. E o trabalho não tem hora para acabar. Nas ruas, no início da manhã e no final do dia, encontramos dezenas de Josés, Marias e outros mais que vivem da sucata e do lixo dispensado quase sempre em locais inadequados, mas que por circunstâncias do mundo moderno, além de garantir a sobrevivência de famílias inteiras, está formando também uma importante consciência ambiental. E todos os catadores sabem disso. É o orgulho deles, se é que podemos chamar assim o único momento em que se nota nos olhos de um catador um brilho diferente. "Além de sobreviver honestamente, estamos limpando a cidade e ajudando o meio ambiente", exclamam os mais letrados. Os sucateiros são muito arredios, eles demonstram vergonha do trabalho que fazem e não gostam de falar da família nem do passado.
Vovó sustenta a família catando lixo Uma pessoa determinada é a dona Édna Maria da Costa Silva. Apesar dos 56 anos, ela aparente ter bem mais. Com a ajuda da filha epiléptica de 23 anos, a avó Maria arrasta um carrinho de ferro com rodas de motocicleta com dezenas de quilos de sucata. Ex-lavadeira, ela aprendeu a coletar sucatas há seis anos. O marido doente não pode trabalhar, se aposentou, mas o dinheiro não dá para cuidar dos dois netinhos e da filha doente que mora com dona Maria. Para comprar os remédios dela e do marido, é preciso mais dinheiro além da renda do INSS. A solução veio do lixo. No início eram apenas garrafas plásticas do tipo `pet´ e papelão, material barato no mercado. Com o tempo ela fez freguesia. Hoje, várias oficinas de automóveis guardam para a dona Maria as peças velhas que vão para o lixo. São carcaças inteiras de motores, objetos que pesam até 100 quilos. É no fim do dia que vem a recompensa: marido, netos e filhos, todos a recebem em casa com um abraço. O beijo dos netinhos é especial, toca o coração da dona Maria. Na sacola ela traz arroz, feijão, trigo, leite e carne. O dia se esconde e a noite chega para avisar que uma nova luta começará no dia seguinte.
Sucatas Prezotto Nesse mundo onde o lixo vira dinheiro, e muitas famílias tiram seus sustento daí, não é nada difícil encontrar pessoas que defendam a filosofia “Eu Amo Sucatas”. A empresa Comércio de Sucatas Prezotto, com grande estrutura e forte atuação no comércio de sucatas ferrosas, também valoriza suas raízes e tem muito orgulho de fazer parte deste setor empresarial que a cada dia cresce mais, além de ser uma das soluções certas para grande parte dos problemas ambientais atuais.
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